Vítor Alberto Klein's Blog

23/06/2012

Não esqueçam das novas regras gramaticais da língua portuguesa

Filed under: Variedades — vitoralbertoklein @ 18:18

Por Vítor Alberto Klein

a comandanta

a outorganta

a oficianta

a milianta

a requerenta

a farsanta

a reclamanta

a presidenta

a estipulanta

a representanta

a governanta (se bem que este não soa tão mal aos ouvidos, creio que pelo fato da “função” já existir há tanto tempo em nosso meio)

E por aí vamos….

Consulta:

Fonte:  http://www.portugues.com.br/gramatica/a-presidente-ou-presidenta-qual-das-formas-devemos-utilizar.html

Tais expressões estão condicionadas a um fato linguístico inerente à classe gramatical representada pelos substantivos, mais precisamente no que se refere a uma de suas flexões – o gênero. E ao se tratar deste assunto, percebe-se que há divergência de opiniões entre renomados gramáticos, tais como Celso Cunha, que ressalta que o feminino (relativo à presidenta) ainda se apresenta com curso restrito no idioma, em se tratando do Brasil; Evanildo Bechara e Luís Antônio Sacconi admitem como corretas as duas formas; João Ribeiro afirma que “o uso de formar femininos em “enta” dos nomes em “ente”, como presidenta, almiranta, infanta, tem-se pouco generalizado”. Por último, citamos as palavras de Domingos Paschoal Cegalla, o qual revela que “presidenta” é a forma correta e dicionarizada, ao lado de presidente.
Divergências deixadas à parte, o fato é que forma “a presidente”, está correta, justamente pelo fato de integrar ao caso relacionado aos substantivos denominados comuns de dois. Portanto, podemos perfeitamente dizer: a presidente.
Assim, em meio a tantos posicionamentos, há que se dizer que há um especial, retratado pelo VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), revelando que o substantivo pode perfeitamente ter a sua forma flexionada, ou seja, é correto também dizermos presidenta.
Desta forma, o que mais nos interessa é saber qual das formas estão corretas, não é verdade? Pois bem, as duas estão de acordo com o padrão formal da linguagem. Logo, empregar esta ou aquela é opção de cada usuário.

————

Bueno, sendo assim, vamos solicitar à oficianta que se dirija à outorganta para rever o recurso da reclamanta.

E dando continuidade aos trabalhos deste júri, solicito à vigilanta desta sessão que traga-nos os interlocutores do próximo caso: a comedianta (a reclamanta), a atriz coadjuvanta (sua filha), o marido infiel (o réu), sua suposta amanta, as respectivas parentas, como testemunhas e a crenta, que diz ter visto o suposto casal em ambiente de lascívia e luxúria.

Cara vigilanta. Havendo necessidade de acompanhanta, peço que dirija o pedido à ajudanta-solicitanta.

Queredo, digo, Credo !   🙂🙂

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