Vítor Alberto Klein's Blog

30/05/2012

Classe média tem renda per capita de R$ 291 a R$ 1.019, diz governo

Filed under: Atualidades — vitoralbertoklein @ 17:40

As pessoas com renda familiar per capita entre cerca de R$ 291 e R$ 1.019 são as que formam a classe média brasileira, segundo uma nova definição aprovada ontem por uma comissão da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República).

De acordo com a secretaria, essa classe representa 54% da população brasileira e é a maior do país.

Dentro da classe média, foram definidos três grupos: a baixa classe média, com renda familiar per capita entre R$ 291 e R$ 441, a média, com renda familiar per capita de R$ R$ 441 a R$ 641 e a alta classe média, cuja renda familiar per capita fica entre R$ 641 e R$ 1.019.

A classe alta estaria acima de R$ 1.019 e também foi dividida em dois grupos. A baixa classe alta ficaria entre R$ 1.019 e R$ 2.480 e a alta, que fica acima deste valor.

Os extremamente pobres têm renda per capita familiar até R$ 81 e os pobres, de R$ 81 a R$ 162.

Para definir os grupos de consumidores, foi usado o critério de vulnerabilidade, que considera a chance do brasileiro de determinada classe social voltar à condição de pobreza.

POLÍTICAS PÚBLICAS

Segundo o secretário de ações estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, a nova classe média precisa viver com menos incertezas e estar instrumentalizada para aproveitar o rapidamente as oportunidades que se abrem.

Para Barros, o crescimento desse segmento da população deve-se principalmente ao acesso ao emprego formal, mas ainda há grande rotatividade dos trabalhadores, que precisa ser reduzida.

“Queremos alcançar essa estabilidade tornando mais interessante para o trabalhador permanecer no posto que ocupa e estimulando o empregador a ter interesse em mantê-lo”.

Segundo Barros, a comissão analisa a criação de políticas públicas para a classe média nas seguintes frentes: um sistema de qualificação continuada do trabalhador ocupado, inovações no mercado de microsseguros, medidas para estimular a poupança nesse segmento e a educação financeira.

O ministro Moreira Franco anunciou que será criada uma ferramenta para interagir e estimular o debate, para aprofundar os estudos sobre a nova classe média.

Por Vítor Alberto Klein

Meu Deus do céu….o que estão fazendo com este país ?

Quer dizer que um cidadão que consegue fazer um rancho mensal para uma família de 4 pessoas, pagar somente as contas de luz, água e telefone (e deu, parou aí porque já passou dos R$ 550,00) já pode ser considerado de média classe média ?

Classe alta já é considerada a partir de R$ 1.019,00 ???

A partir de R$ 2.480,00 já faz parte da alta classe alta ???    🙂🙂

As pessoas que passaram naquele recente concurso público realizado para o Senado Federal com quase R$ 19.000,00 de vencimentos iniciais (sem considerar outros benefícios) fazem parte de qual classe então, dos bilionários ???

Nada contra estes concursados. Se lá estão, é porque possuem competência para tal.

A bronca é contra esta NOVA metodologia que o governo está utilizando para definir quem é pobre, quem é de classe média e que faz parte da classe alta. Isto é  I R R E A L  !  Talvez seja real em um Universo Paralelo, do qual não fazemos parte.

Assim é fácil ficar recebendo títulos de “Doutor Honoris-causa” pelo mundo afora, como alguém que conhecemos, pois afinal, grande parte da população brasileira já faz parte da classe média !!!! Não é mesmo ???

Aliás, uma “classe média” endividada até o pescoço !

—-

PS:  Ratificando minha análise após a leitura do artigo do Sr. Roberto Freire (abaixo):

https://vitoralbertoklein.wordpress.com/2012/06/08/pobreza-endividada/

Deixei de atentar ao fato de que o governo se refere a renda familiar “per capita”.

Ou seja, se uma família de 4 pessoas (marido, mulher e 2 filhos) onde o marido tenha um salário de R$ 2.800,00 e a esposa de R$ 1.500,00, totalizando R$ 4.300,00, portanto a renda per capita fica na faixa dos R$ 1.075,00, assim esta família já faz parte da baixa classe alta. AGORA EU ENTENDI !!!

—-

Outra situação interessante trata-se da recomendação da ONU, particularmente advinda da Dinamarca:

(…”A recomendação em favor da supressão da PM foi obra da Dinamarca, que pede a abolição do “sistema separado de Polícia Militar, aplicando medidas mais eficazes (…) para reduzir a incidência de execuções extrajudiciais”…).

Esta recomendação diz respeito à eliminação da Polícia Militar no Brasil. Veja o link:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2012-05-30/paises-da-onu-recomendam-fim-da-policia-militar-no-brasil.html

Bem, convido o cidadão dinamarquês então, que envie um pelotão da polícia dinamarquesa para passar um fim-de-semana na zona sul de São Paulo ou na zona norte do Rio, atendendo à todas as ocorrências, com spray de pimenta e arma de choque elétrico……venham dinamarqueses, aplicar por aqui, este exemplo de cidadania e civilidade de 1º mundo.

Em tempo

Não sou favorável a esquadrões da morte, a policiais matando “supostos” bandidos, não se trata disso.

Creio que os Direitos Humanos devem possuir “total abrangência”, incluindo as famílias que perdem pessoas nas mãos de assaltantes, bandidos e etc., e não apenas o auxílio reclusão concedido às famílias dos presos.

Acredito que o Estado deva indenizar as famílias vítimas de entes mortos por bandidos, a partir de um cálculo indenizatório de quanto aquele cidadão morto produziria ainda durante toda a sua vida interrompida.

Por exemplo:

Se o cidadão de bem foi morto com 35 anos de idade, e a vida útil de trabalho chegasse até uns 65 anos, e este cidadão de bem morto gerasse uma renda mensal de R$ 6.000,00, é só fazer o cálculo:  65-35 = 30 anos

30 anos correspondem a 360 meses.

Portanto 360 x R$ 6.000,00 = R$ 2.160.000,00 (este seria o valor da indenização por parte do Estado para a família daquele cidãdão de bem morto por bandidos).

Do jeito que a coisa anda, não é de se admirar que façam este cálculo para um bandido morto em confronto (tiroteio) com a polícia.

Aí o cálculo seria assim: bandido morto (em confronto, troca de tiros com a polícia) com 35 anos de idade, supondo-se que ele efetuasse sequestros, assaltos a bancos, assaltos a residências até uns 50 anos de idade, e isto lhe rendesse uns R$ 10.000.000,00 durante estes 15 anos de “vida útil”, tristemente interrompida, portanto talvez seja este o valor que o Estado deva indenizar a sua família….

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