Vítor Alberto Klein's Blog

01/05/2012

A hora de agir

Filed under: Atualidades — vitoralbertoklein @ 11:59

Por  Ricardo Galuppo – Publisher do Brasil Econômico

30/04/12 – 12:36

Fonte:  http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/a-hora-de-agir_116211.html

 

Quem acompanhou o Fórum de Comandatuba, que chegou este ano à sua 11ª edição, ouviu propostas que, se postas em prática, mudarão o Brasil nos próximos anos. Por esse ponto de vista, o debate não representou qualquer novidade. Todos os problemas discutidos – como a questão fiscal e a educação – eram velhos conhecidos e são obrigatórios em qualquer debate sobre o país.

 

Mas, conforme lembrou o economista Paulo Rabello de Castro, se o Brasil ainda tem tantos nós a desatar, a responsabilidade não é da falta de ideias nem de diagnósticos. Umas e outros existem aos montes.

“Chegou a hora de agir”, disse. A frase resume o ânimo dos debates. Os empresários, executivos do primeiro time, ministros, parlamentares e outras lideranças reunidas no evento (que é promovido pelo Lide e firmou-se como um dos mais representativos do país) estavam mais preocupados em partir para as soluções do que em encontrar os culpados pelos problemas.

Esse é um sinal de que começa a existir no Brasil um consenso, que pode apressar a adoção das soluções que vêm sendo pensadas nos últimos anos.

A conclusão por trás desse estado de espírito é simples: os empresários estão sentindo na pele que a carga tributária é, sim, um dos fatores centrais da perda de competitividade da indústria brasileira.

Mas não é o único. Os gastos públicos também contam – por seu impacto nefasto sobre o setor privado. Parte significativa do dinheiro que o contribuinte transfere aos cofres públicos (cerca de 6% do total) é destinada para o pagamento dos juros da dívida. Outra parte vai para gastos assistenciais e previdenciários.

A soma das duas contas consome quase 40% daquilo que se paga em impostos no Brasil. Uma redução mais ousada dos juros e a substituição do atual modelo de previdência por outro, que permita a transformação de parte da contribuição previdenciária em poupança, geraria os recursos que, injetados na economia, podem estimular o crescimento em níveis superiores aos atuais.

Mantida a presente situação tributária e o padrão de gastos do Estado, será difícil pensar em expansão média superior aos 3%. Com medidas simples, o crescimento pode ir além de 6% ao ano, o que significaria PIB 75% superior ao atual em 2022 (quando o Brasil comemorará 200 anos de independência).

As medidas propostas, pelos cálculos de Castro, podem elevar o PIB a R$ 7,2 trilhões em 2022 e acelerar os investimentos para R$ 1,8 trilhão por ano – diante dos R$ 800 bilhões permitidos pelo modelo atual.

Tudo isso, no entanto, depende de ação política capaz de fazer com que o governo deixe de pensar no dia a dia e passe a projetar medidas que com efeito no médio prazo. Pela reação dos senadores e deputados presentes, tudo leva a crer que desta vez, as propostas irão adiante.

O senador Paulo Bauer, de Santa Catarina, lidera a formação de frente parlamentar para defender a eficiência em Brasília. Pode parecer pouco, mas é prova de que o bom senso pode finalmente prevalecer. Tomara.

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