Vítor Alberto Klein's Blog

25/03/2012

Reservas cambiais na mira dos ricos

Filed under: Sem categoria — vitoralbertoklein @ 15:28

13/10/2011 às 10h50 | Postado por: Angela Bittencourt

Fonte:  http://www.valor.com.br/valor-investe/casa-das-caldeiras/1049290/reservas-cambiais-na-mira-dos-ricos

Os ministros de finanças e presidentes de bancos centrais de economias emergentes se reúnem em Paris nos próximos dois dias e devem resistir, mais uma vez, à proposta dos países ricos para que reduzam a acumulação de reservas internacionais. O encontro do G-20 é novo, mas a ofensiva dos países desenvolvidos é velha. Há meses, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul rejeitam a possibilidade de conter as reservas.

Uma proposta do G-20 visa países com reservas “claramente acima de níveis de precaução”, ou seja, acima do considerado necessário, relata o correspondente Assis Moreira, em reportagem do Valor. Os Brics têm mais de US$ 4 trilhões de reservas internacionais. O processo de acumulação continua e, com ele, aplicações também maiores em títulos soberanos – sobretudo do governo americano, que tem reservas pouco superiores a US$ 146 bilhões.

No início deste ano, os emergentes já rejeitavam a intenção do G-20 de tratar as reservas cambiais como um indicador para sinalizar desequilíbrios. Naquele momento, a preocupação do Brasil e dos parceiros emergentes era que esse tipo de indicador abrisse caminho para o Fundo Monetário Internacional (FMI) tentar estabelecer, no futuro, qual seria o valor adequado das reservas.

Os países desenvolvidos argumentam que sua preocupação é com os desequilíbrios decorrentes de um quadro agudo de volatilidade das moedas. Mas, para os emergentes, as reservas têm se constituído em ferramenta importante de defesa contra uma crise bancária e estrangulamento de crédito, como ocorreu em 2008. O Brasil tornou-se exemplo internacional de aplicação eficiente das reservas em 2008 e 2009 por ter mitigado os efeitos da escassez de linhas externas.

Em dezembro de 2010, as reservas brasileiras alcançavam US$ 288 bilhões e sua alocação por moedas era de 81,8% em dólar norte-americano, 6,0% em dólar canadense, 4,5% em euro, 3,1% em dólar australiano, 2,7% em libra esterlina e 1,9% em outras moedas, tais como o iene.

Nas palavras do próprio BC, a maior diversificação levou ao aumento do volume alocado em dólar canadense e dólar australiano, “economias com sólidos fundamentos macroeconômicos e situação fiscal confortável”. Considerando a aplicação por classes de ativos, 80,2% estavam em títulos governamentais, mostra o Relatório de Gestão das Reservas Internacionais do Banco Central.

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Por Vítor Alberto Klein

Em Março/2012 as reservas internacionais brasileiras atingiram quase US$ 363 bilhões.

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