Vítor Alberto Klein's Blog

13/10/2011

Empresas dos EUA e da Europa têm R$ 7 trilhões em dívidas, diz KPMG

Filed under: Atualidades — vitoralbertoklein @ 12:15

Por Olivia Alonso, iG São Paulo | 13/10/2011 05:50

Fonte:  http://economia.ig.com.br/mercados/empresas-dos-eua-e-da-europa-tem-r-7-trilhoes-em-dividas-diz-kpmg/n1597268448802.html

 

Crise econômica e regras mais rigorosas para bancos vão dificultar o refinanciamento das dívidas corporativas que vencem nos próximos quatro anos, segundo a auditoria.

 

As empresas dos Estados Unidos e da Europa têm cerca de US$ 4 trilhões (aproximadamente R$ 7,1 trilhões) em dívidas para vencer nos próximos quatro anos, segundo levantamento da auditoria KPMG. Com a crise econômica global e regras mais rigorosas no setor bancário, as perspectivas são de que as companhias terão grande dificuldade para se refinanciar.

“As altas dívidas são um legado das exigências de refinanciamento dos anos de boom econômico, empréstimos alavancados nos EUA e na Europa, além de acordos de financiamento de curto prazo feitos durante a crise financeira global,” diz a auditoria no relatório “A Parede do Refinanciamento”.

O refinanciamento das dívidas corporativas já costuma ser um desafio “no melhor dos tempos”, diz a KPMG. Mas, agora, as circunstancias econômicas mostram que há algumas negociações muito difíceis pela frente e que as companhias têm opções limitadas para se refinanciar.

Juntos, os países da Europa, do Oriente Médio e da África somam cerca de US$ 1,7 trilhão em dívidas corporativas com vencimentos entre 2011 e 2014, segundo a KPMG.

O setor que concentra as maiores dívidas a vencer em curto prazo nas três regiões é o automotivo, com US$ 38 bilhões, seguido de perto pelo de metais e mineração, com US$ 37 bilhões a vencer até 2014, de acordo com o relatório.

Nas Américas, as dívidas são ainda maiores. Os títulos com vencimentos até 2015 somam US$ 2,9 trilhões. Nos Estados Unidos, o setor que soma um maior volume de dívidas é o de mídia e entretenimento, com US$ 162 bilhões em títulos que vencem até 2015. Em seguida, estão as companhias de varejo e restaurantes, com US$ 132 bilhões.

Na região Ásia-Pacífico, o montante total de dívidas corporativas é US$ 1,4 trilhão, sendo que o setor industrial lidera a necessidade de refinanciamento, com US$ 204 bilhões em títulos que vencem até 2015. Em segundo lugar, estão as empresas de consumo, com US$ 129 bilhões.

“Estamos diante de uma ‘parede de refinanciamento’ que irá apresentar desafios para um grande número de empresas. Alguns terão que explorar fontes alternativas de financiamento. Certamente, haverá a necessidade de uma desalavancagem pró-ativa e um foco renovado na gestão de capital de giro,” diz a KPMG.

Algumas alternativas apontadas pela auditoria são fundos de private equity, que atualmente têm acesso a US$ 400 bilhões (US$ 710 bilhões) e poderiam participar de fusões e aquisições. Além disso, as companhias poderiam recorrer ao lançamento de ações em bolsa de valores (IPO, na sigla em inglês) para levantar recursos.

No entanto, este mercado de capitais “é suscetível a choques e pode fechar muito rapidamente quando acontecem eventos como a crise da dívida grega, ” diz o relatório.

Na avaliação da KPMG, os desafios para o refinanciamento são claros. Os bancos estão apertados, tentando reparar seus balanços prejudicados pela crise financeira e enfrentando dificuldades adicionais adicionais impostas pelas regras de Basileia 3 – que exigem um mínimo de capitalização para que façam empréstimos – e de reguladores nacionais, afirma o relatório.

O crescimento lento e desigual das economias globais e os preços altos das commodities e dos alimentos têm sido problemas a mais para os governos, que precisam lutar para reduzir as dívidas e manter a confiança dos mercados, segundo a KPMG.

Na Europa, a grande instabilidade financeira é a maior agravante. Entre os exemplos de incertezas na região, a auditoria cita as “dúvidas quanto ao futuro da redução da dívida de Portugal, depois de seu primeiro-ministro ter pedido demissão, e a necessidade de US$ 24 bilhões dos bancos da Irlanda.”

Na região do Oriente Médio e da África, há ainda incertezas locais, além das globais, como os conflitos políticos. “As tensões nessas regiões acabam pressionando o preço do petróleo, o que afeta as economias de todo o mundo,” acrescenta o relatório.

Já no caso norte-americano, o ambiente de empréstimos nos Estados Unidos foi ajudado pelos chamados “planos de flexibilização quantitativa (QE, na sigla em inglês)”, em que o banco central emite dinheiro e injeta no sistema por meio da compra de títulos de longo prazo, mas dificultado por regras rígidas de crédito. Ao mesmo tempo, efeitos de empréstimos no setor imobiliário para a indústria bancária ainda são preocupantes.

Nos países latinos, a KPMG comenta que o aumento do fluxo de capital externo, com investidores especulando em busca de altos retornos, poderá levar no futuro a uma queda da qualidade média dos ativos.

Na Ásia, os responsáveis pelo relatório destacam que os bancos ficaram em uma situação melhor do que a dos ocidentais depois da crise, pois são favorecidos pela alta porcentagem de poupança que acumularam. “Mas isso não quer dizer que são imunes aos problemas europeus e norte-americanos.”

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