Vítor Alberto Klein's Blog

02/09/2011

O conhecimento de que precisamos

Filed under: Desenv. Humano — vitoralbertoklein @ 11:00

Por Denis Mello – Diretor-presidente do FBDE | NEXION Consulting– Consultores e Auditores em Marketing, Vendas e Gestão Empresarial.

Fonte:  http://ogerente.com.br/rede/carreira/valorizacao-do-conhecimento?utm_source=Rede+O+Gerente&utm_campaign=53765abed6-Rede_O_Gerente_02_09_2011&utm_medium=email

De volta ao Brasil, depois de quatro anos morando em Seul, um casal de amigos me propiciou um dos momentos mais interessantes de lazer e conhecimento. O encontro, além da satisfação em revê-los, provocou questionamentos sobre a valorização, ou desvalorização, reservada à prática do saber.

Meus amigos me relataram como os sul-coreanos se relacionam com a aquisição do conhecimento e os resultados dessa busca para o desenvolvimento acelerado de um país considerado primitivo há apenas 30 anos e como a devoção de um povo por seus valores e história é capaz de transformar esse mesmo país, arrasado por guerras e décadas de estagnação, na 4ª maior economia da Ásia e na 13ª do mundo, em curto espaço de tempo.

Para nós, brasileiros, é difícil imaginar jovens, em momentos de lazer, fazendo de restaurantes, bares e cafés pontos de encontro para refletir, discutir, trocar experiências e ideias sobre temas estudados nas universidades, mas é assim em Seul.

O conhecimento para a juventude sul-coreana não tem pausa, hora nem lugar. É uma necessidade quase fisiológica, como respirar. O aprender é visto como conquista, vitória. É o exercício do conceito de Francis Bacon, para quem “o conhecimento é em si mesmo um poder”.

Em nossa sociedade, o aprendizado geralmente está relacionado ao esforço, ao sacrifício: “Me matei para aprender.” As justificativas terceirizam a responsabilidade: “Falta dinheiro e política pública para a Educação.” O conhecimento é tratado de forma utilitária, limita-se à preparação para o trabalho, para a geração de renda: “Novos cursos de especialização abrem portas para promoções.”

Principalmente em nossa era da informação, é preciso evitar o superficialismo que nos oferece “uma vaga noção de tudo e um conhecimento de nada”, como dizia Charles Dickens.

Acredito que devemos aprender com os grandes pensadores que definem o conhecimento não como a retenção de informações e sim como sua utilização para desvendar o novo, o que nos faz avançar, porque, quanto mais competente for o entendimento do mundo, mais satisfatória será a ação dos indivíduos que o detêm.

Precisamos transformar nosso tempo e espaço em “Tesouros dos remédios da alma”, como eram chamadas as bibliotecas no Egito. Por meio da mobilização e do inconformismo, criar núcleos de incentivo de busca pelo saber. Praticar o conhecimento como prazer e consciência de sua capacidade de levar a sociedade ao culto de valores éticos, à responsabilidade, à valorização do próximo, enfim, ao refinamento da personalidade.

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