Vítor Alberto Klein's Blog

12/08/2011

O dia depois: O que esperar da crise dos USA e o impacto na economia

Filed under: Atualidades — vitoralbertoklein @ 12:15

09/08/11

Por   Thiago Flores

Fonte:  http://ogerente.com.br/rede/economia-e-financas/usa-e-o-impacto-na-economia/?utm_source=Rede+O+Gerente&utm_campaign=0e2ee6059d-Rede_O_Gerente_12_08_2011&utm_medium=email

 

O rebaixamento vai forçar operadores de investimentos e investidores a reconsiderar o que era um pressuposto elementar das finanças modernas, já que a taxa livre de risco era baseada no ajuste de t-bills americanos para o país da empresa em que se almeja calcular o custo de capital próprio, base para a estimativo do custo médio ponderado de capital das empresas em diversos segmentos e por sua vez utilizado como taxa de desconto para diversos tipos de modelagem e valuations.

É provável que o impacto no curto prazo seja mais psicológico do que prático. É provável que tudo se estabilize, até mesmo porque o mercado em termos de compra dos títulos americanos por investidores cresceu 40%. As firmas de classificação concorrentes da S&P, a Moody’s Investor Services e a Fitch Ratings, mantiveram suas notas máximas para a dívida dos EUA.

Até agora, os títulos de dívida do Tesouro dos EUA continuam sendo um refúgio para investidores temerosos quanto à saúde da economia americana e ao estado da crise de dívida da Europa. As questões antes do anúncio podem enfraquecer ainda mais o impacto do rebaixamento, já que muitos consideram prematura e um erro a decisão do rebaixamento, já que o histórico de regeneração e recuperação da economia americana mais a redução da divida publica contam muito a favor.

No entanto, a decisão da S&P ainda pode servir como um tormento psicológico para uma recuperação econômica nos EUA que não tem conseguido emplacar, e pode piorar a crescente falta de confiança do investidor num sistema político que está tendo dificuldades para encontrar um consenso para questões do dia-a-dia. Ela poderia levar ao rebaixamento de várias empresas e Estados, aumentando seus custos financeiros. Autoridades governamentais também estão preocupados quanto a possíveis icebergs escondidos que poderiam despontar de repente. Outra grande preocupação é se o apetite por títulos de dívida americanos poderia mudar entre investidores estrangeiros, particularmente a China, a maior detentora de Treasurys. Em 1945, estrangeiros tinham só 1% do títulos emitidos pelo Tesouro dos EUA; hoje têm 46%, segundo pesquisa feita pela Bank of America Merrill Lynch.

Para o Brasil bem como outras economias haverá uma valorização frente a moeda americana, logo, precisaremos comprar e vender operações estruturadas a termo e futuros para controlar a valorização do real, já que a sobrevalorização inibiria a exportação de nossos produtos e prejudicaria o mercado interno. Também se espera que a BOVESPA opere em baixa já que os juros altos atraíram grande parte do capital FDI especulativo para o pais e em crises eles migram para aplicações e investimentos mais seguros, saindo do pais.

As principais bolsas da Europa devem operar mais um dia no campo negativo, influenciadas pelos dados mais fracos de atividade do Reino Unido e Alemanha e pela elevada aversão ao risco ainda presente. Por outro lado, o índice futuro da bolsa norte-americana, S&P, opera em alta, levado pelas expectativas do anúncio de alguma medida de estímulo monetário pelo Fed.

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