Vítor Alberto Klein's Blog

10/08/2011

Com superávit comercial, China se vê obrigada a comprar títulos dos EUA

Filed under: Atualidades — vitoralbertoklein @ 11:09

10 de agosto de 2011 | 9h 53

Por Cláudia Trevisan, correspondente de O Estado de S. Paulo

Fonte:  http://economia.estadao.com.br/noticias/economa%20nternaconal,com-superavit-comercial-china-se-ve-obrigada-a-comprar-titulos-dos-eua,79564,0.htm

Superávit comercial da China atingiu em julho o mais alto patamar em dois anos.

PEQUIM – O superávit comercial da China atingiu em julho o mais alto patamar em dois anos, graças ao aumento acima do esperado das exportações, que ainda não acusaram o golpe da crise da dívida e do temor da recessão que dominam os mercados globais desde a semana passada.
Ao mesmo tempo em que mostra forte demanda nos principais mercados compradores, o resultado dificulta o já delicado trabalho do banco central de equilibrar crescimento e combate à inflação e deve esquentar o debate em torno da valorização do yuan, que muitos países gostariam de ver em um patamar mais apreciado em relação ao dólar.

As exportações tiveram alta de 20,4% e atingiram valor recorde para o mês de julho, de US$ 175,13 bilhões. A diferença em relação às importações foi de US$ 31,5 bilhões, cifra que vai inflar ainda mais as gigantescas reservas internacionais da China, de US$ 3,2 trilhões, de longe as maiores do mundo.

O grande superávit comercial revela a dificuldade enfrentada por Pequim para reduzir o ritmo de acumulação de reservas no momento em que os Estados Unidos enfrentam uma crise que pode levar à depreciação do dólar, o que reduziria o valor dos investimentos realizados pela China com sua poupança externa.

A diferença entre exportações e importações havia sido de US$ 22,27 bilhões em junho e de US$ 28,7 bilhões em julho de 2010.

O aumento nos embarques no mês passado superou as previsões de analistas entrevistados pelas agências de notícias Bloomberg e Reuters, que previam elevação de 17% e 17,4%, respectivamente. Em junho, a expansão havia sido de 17,9%.

O bom resultado refletiu a demanda nos principais destinos das exportações chinesas, em especial Europa, Estados Unidos e Japão. As exportações para os países europeus subiram 22,3% em relação a igual período de 2010, para US$ 35,1 bilhões. O percentual é quase o dobro da expansão registrada no mês anterior.

Segundo maior mercado da China, os Estados Unidos já mostraram no mês passado perda de fôlego em sua compras, com elevação de 9,3% dos embarques, índice ligeiramente inferior aos 9,5% de junho. Mas o valor das exportações foi o mais alto do ano: US$ 30 bilhões. As vendas para o Japão tiveram alta de 27,2%, acima dos 20% de junho.

Economistas preveem que as exportações chinesas não manterão o mesmo ritmo nos próximos meses, quando deverão sofrer o impacto da crise que afeta os Estados Unidos e a Europa.
Analistas do Bank of America-Merrill Lynch estimam que a alta dos embarques vai desacelerar no segundo semestre para 16%, oito pontos percentuais abaixo dos 24% do primeiro semestre. O ritmo de crescimento das importações deverá diminuir menos, de 27,6% para 23%.

Ainda assim, o superávit comercial poderá alcançar US$ 97,2 bilhões, quase o dobro dos US$ 46 bilhões do primeiro semestre. A diferença entre exportações e importações é uma das fontes de recursos que alimentam as reservas internacionais chinesas, cuja administração ficou mais delicada depois da redução da nota da dívida norte-americana pela Standard & Poors, na semana passada.

A montanha de dinheiro também cresce com Investimentos Estrangeiros Diretos e o capital especulativo que entra no país para apostar na possível valorização do yuan.

Além disso, a vantagem comercial pressiona a inflação, que chegou a 6,5% em julho, o maior patamar em três anos. Para manter o câmbio sob controle, o banco central compra os dólares, euros ou ienes que entram no país e emite em troca yuans.

Parte desses recursos é retirada de circulação com a venda de títulos pela autoridade monetária, mas a chamada “esterilização” não é suficiente para impedir aumento da quantidade de dinheiro em circulação na economia, cujo efeito é inflacionário.

Por Vítor Alberto Klein

Será que nós fazemos idéia do que significa exportar US$ 175 bilhões num mes e ter reservas internacionais de mais de US$ 3 trilhões ???

A China começa a entrar agora num crítico período inflacionário, onde a taxa já chega aos 6,5 % mensais.

As “melancias” no cenário internacional (financeiro e econômico) realmente estão se mexendo…

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