Vítor Alberto Klein's Blog

19/06/2011

Medida e critério de qualificação e exatidão para o ser humano

Filed under: Desenv. Humano — vitoralbertoklein @ 21:42

Por Geime Rozanski

As mudanças, as crescentes exigências da sociedade, do mercado de trabalho, as transformações tecnológicas destacam cada vez mais o aspecto humano como um fator de diferenciação, de competitividade, exigem das pessoas aprimoramento contínuo fazendo do processo de mudança e qualidade de vida uma condição de sobrevivência.

À parte dos movimentos governamentais em melhorar os índices de desenvolvimento humano (IDH), melhorar as condições de vida e de educação, distribuição de trabalho e renda – metas sem dúvida alguma, muito importantes – é preciso entender o real significado de Desenvolvimento Humano.

Uma análise do ser humano revela de um lado, o indivíduo estruturado, “formatado”, movendo-se sempre dentro de um determinismo memorizado que, no dia a dia encontrase envolvido em permanentes conflitos, relacionando-se sem contudo, perceber a essência das coisas, a essência das relações e dos investimentos. Por isso, paga sistematicamente com dor, angústia, doenças, crises e falências. De outro, a exigência por uma inteligência criativa e gestáltica capaz de compreender as reais necessidades das pessoas, da sociedade, capaz de saber lidar com o inesperado, de poder reagir de maneira não convencional, não esperada, não robotizada.

Como guiar-se? Muitos buscam respostas nas crendices, nos misticismos, no espiritualismo, nas filosofias e ideologias da moda. Outros se tornam meros espectadores dos acontecimentos e aguardam as respostas das ciências: são consumidores de mercadorias. Poucos descobrem que a vida tem um sentido mais amplo e percebem em cada fato uma oportunidade e um desafio para ampliar os limites da própria consciência e o significado da sua trajetória.

O homem é um quântico de inteligência que vai para além do aspecto físico, de negócios onde a formação pessoal e profissional seria mais um exercício de deixar fluir a sabedoria latente do que do conjunto de conhecimentos e atitudes adquiridas. A única garantia que se pode ter é a própria “Inteligência”, a capacidade de saber a essência de cada situação, de cada decisão, de cada pessoa.

A velocidade dos acontecimentos e das informações está nos impondo um ritmo acelerado de mudança de modo que ou aprendemos a mudar depressa, compreender e dominar com exatidão a informação ou corremos o risco de sermos marginalizados.

Como poderemos conviver e interagir com esta realidade? Qual é a postura ética, o modo de pensar e de agir aprióricos senão combinar conhecimentos, sentimentos, percepções e experiências num ambiente de aprendizagem coletiva com o diálogo como principal base para potenciar o processo de transformação como sujeito e protagonista no interior do sistema?

O conhecimento externo evoluiu muito e fez o homem chegar aos planetas; Porém, não conhece a si mesmo: é preciso retomar o caminho da natureza humana – fonte de poder, autoridade e liderança. É preciso voltar-se para o interior de si mesmo e compreender a si próprio. Se compreende a si mesmo, compreende o universo, a sociedade, a organização.

A natureza humana contém em si leis, valores naturais, universais que embasam e orientam o proceder e o agir. São princípios vitais, leis naturais altamente operativas e funcionais justamente porque são universais e evidentes em si mesmas. São princípios de desempenho e interação que provaram sua eficácia através da história. Podem não ser de fáceis soluções mas quando aplicados cotidianamente tornam-se hábitos, comportamentos, atitudes que transformam pessoas em indivíduos, grupos em equipes e organizações com empreendimentos de alto desempenho onde o querer e o fazer aparecem como formas de valores, idéias, práticas que exaltam, enobrecem, fortalecem e inspiram o idealismo humano.

A história comprova que as pessoas que operam de forma sincrônica com estes princípios vitais, constroem-se grandes líderes, prosperam, transformam-se em vetores, em bússolas de orientação também para outros.

Desenvolvimento humano tem a ver com atitudes e estas, são competências de formação – um processo contínuo e permanente.

Ser comunicativo, ser líder, ter empatia, ser inquisitivo, curioso, disciplinado, capaz de agregar valor, cooperativo, solidário, ter iniciativa e produzir resultados – não é possível conseguir isso permanecendo baseado onde outros alienaram. Se não sabemos quem somos, se não sabemos a razão da própria existência, a missão enquanto pessoas humanas e enquanto seres sociais, seremos apenas manipulados pela opinião.

Desenvolvimento humano é muito mais do que instrução, cultura, habitação, trabalho e relacionamento social. É, acima de tudo, raciocinar sobre os problemas do ser e do existir, conscientizar-nos dos refúgios mentais que usamos, das respostas pré-estabelecidas que carregamos. A grande maioria adormece na norma cotidiana, na letargia do fofo e enganador leito das percepções externas.

Via de regra, somos muito inseguros de nós próprios porque não nos conhecemos, razão pela qual nos agarramos demais aos bens externos, aos saberes adquiridos. Daí nossa resistência em mudar, em compartilhar experiências, em aprender coisas novas e deletar o que não é mais funcional, em estabelecer uma dialética construtiva com os demais, em conviver. Ou somos sujeitos calados, retraídos, acovardados diante das coisas que outros fazem ou, somos contestadores que atacam e brigam para se auto-afirmar sem compreender as reais motivações de um e de outro. Estas atitudes não acrescentam nada, apenas livram-nos da angústia e do medo de sermos criticados ou hostilizados. Isto representa um enorme desgaste e perda de energia produtiva.

Nos degladiamos, fazemos guerra uns contra os outros, não pela verdade, mas por fé numa programação interna. Nossa crítica e nossos papéis só são atualizações de reforço à rigidez interna que nos neurotizou desde a infância. Enquanto assim, apesar da qualificação técnica e cultural adquirida, haverá somente um processo de destruição e perda gradativa.

Precisamos é ampliar a nossa consciência, lançar chispas de luz nas nossas relações, nos nossos atos, nas nossas atuações. Precisamos é nos qualificar de acordo com os critérios da Natureza, constituirmo-nos líderes, gestores e coordenadores com formação pessoal a altura para saber lidar com as coisas de forma adequada, produtiva e saudável. Precisamos ser pessoas que possam servir de “contra-ponto”, balisadores, instigadores de desenvolvimento e realização humana.

Daí o desenvolvimento humano pode se constituir mola propulsora de desenvolvimento pessoal e organizacional. Indivíduos certificados segundo as coordenadas da natureza humana terão sempre diante de si, indicadores de autoconstrução, de onde está o ganho e onde está a perda. Especificar esta vetorialidade, portanto, é a garantia de resultados positivos.

Da profundidade do conhecimento de si mesmo determinamos nosso grau de competência e habilidade para ver, ouvir e entender o outro. Cada um é livre e tem o poder de ser, pode fazer de si o que quiser mas deve lembrar-se de que não é um fato isolado e por isso, é diretamente responsável pelo que faz ou deixa de fazer pelo seu sucesso ou fracasso, como também pelo sucesso ou fracasso de outros, da organização e da sociedade.

Geime Rozanski – Consultor de Carreira, de Desenvolvimento Pessoal e Organizacional

Contato: (51) 3333.3296 ou geime@laveritta.com.br

site:  http://www.laveritta.com.br/

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