Vítor Alberto Klein's Blog

06/05/2011

O que anda acontecendo com a gente ? – Parte IV

Filed under: Desenv. Humano — vitoralbertoklein @ 12:05

Por: Instituto Eckart

Fonte:  http://ogerente.com.br/rede/carreira/seguranca-no-trabalho?utm_source=Rede+O+Gerente&utm_campaign=712e3ca7ec-Rede_O_Gerente_06_05_20115_6_2011&utm_medium=email

Orgulho x Segurança.

Temos visto várias placas por aí distribuídas pelas fábricas e indústrias como, por exemplo, tantos dias sem nenhum acidente.  O objetivo é muito claro e cheio de boas intenções que tem como finalidade admirar o sucesso do feito e demonstrar publicamente o sentimento. Mas em relação ao impacto? Ao que isso pode causar? Ao comportamento do outro em relação à informação e comunicação que está recebendo?  O orgulho tem demonstrado uma proximidade muito grande com a negligência. Muito mais que estimular estágios simbólicos analíticos algumas formas de comunicação produzem no outro aquele espírito inchado e inflamado de autoconfiança.  O que o torna cego em relação aos acidentes e aos riscos das suas atitudes.

Na maioria das vezes são os melhores nadadores que acabam morrendo afogados. O mesmo acontece com os cavaleiros. Não são aqueles que galopam mal, mas muito pelo contrário, são os que dominam muito bem a arte de cavalgar os primeiros a caírem do cavalo. O engano é pensar que o exímio está propenso aos riscos apenas por se ver exímio. Também, mas não só por isso. Inconscientemente o exímio, ou todos aqueles que tornamos exímios, tem uma placa dentro dele igualzinha essas que vemos nas empresas que conclamam os dias que ele nunca se acidentou.  Ao invés de se proteger, ele relaxa. Ao invés de manter a cautela, ele se expõe. Enquanto o mal nadador está ali sempre no sinal amarelo,  o bom nadador avança o sinal vermelho, particularmente e principalmente porque está confiante.

O mais prejudicial realmente é que essas placas sugerem um estado de confiança. Ao invés do trabalhador manter uma auto-patrulha dentro de si em relação a sua segurança, subjetivamente a placa diz que está tudo sobre controle, que ele pode relaxar, pois já tem tanto tempo que nada acontece. O trabalhador passa a fazer menos caso dos riscos, das normas de procedimento e pouco a pouco vai minando a sua atividade de pequenos sinais vermelhos até que alguém ou ele próprio cai do cavalo e o traz novamente para realidade.  Aí uma placa avisando que houve um acidente coloca o trabalhador e todo mundo novamente em prontidão.

Aprendemos esse tempo todo a lidar com o QI (coeficiente Intelectual) de nossas equipes, mas ainda estamos engatinhando no que diz respeito ao QE (coeficiente Emocional) dos nossos times. Parece que tem uma filosofia implantada nos últimos tempos que relata o medo como uma emoção que não devemos ter. A principal função do medo é proteger, quando esse sentimento falta nos seres humanos eles estão inclinados a uma vida sem limites e altamente arriscada. Lembre-se que bastou colocar uma vez apenas a mão no fogo quando crianças, em seguida nós aprendemos pelo medo que repetir essa situação nos traria dor. Quer dizer, emocionalmente o medo está sempre nos protegendo de uma situação não apropriada. As placas indicativas de que não está ocorrendo acidentes desfaz o medo sobre os riscos. Quanto mais dias, menos medo, quanto menos medo, mais descontrole. Ao invés de segurança, as pessoas passam a agir com displicência.  As pesquisas mostram entre outras tantas informações, que se interrompidas essas conexões entre o “cérebro emocional” e o córtex frontal, devido a situações de perigo que gerem medo, o pensamento e a ação do indivíduo são descontinuadas para priorizar o surgimento de reação corporal indispensável para a sobrevivência.

O sentido dessa ou daquela comunicação sempre tem que ter haver com o sentir. Pergunte-se muito e sempre qual o impulso que desloca determinada informação? Não na sua atitude, mas na atitude daquele que está recebendo. Em relação a dados que digam respeito a riscos estude como irá noticiar esses indicadores. Muitas vezes ao invés de ajudar, podemos estar estimulando uma liberdade em outros cérebros para tirarem conclusões inconscientes que caminharão em sentido oposto a sua própria segurança. Todas as emoções são positivas, negativo tem sido  falta de maturidade que as utilizamos para que sempre estejam a serviço do meu e do bem estar de todos.

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