Vítor Alberto Klein's Blog

06/05/2011

O que anda acontecendo com a gente ? – Parte III

Filed under: Desenv. Humano — vitoralbertoklein @ 12:03

Por: Instituto Eckart

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/carreira/sucesso-coletivo?utm_source=Rede+O+Gerente&utm_campaign=712e3ca7ec-Rede_O_Gerente_06_05_20115_6_2011&utm_medium=email

O que nos diz respeito.

O mundo moderno possibilitou várias ferramentas em que temos total capacidade de agir sozinhos seja no campo do entretenimento, dos negócios ou em relação a aspectos como atenção e afeto. De forma presencial ou a distância há uma aventura individualista que nos diz muito mais respeito que aos desafios na construção de uma sociedade melhor a partir da composição coletiva.

Mesmo que acreditamos que não nos diga respeito, é importante que saibamos que toda gestão individual sai muito caro para o planeta. A mesma luz que pode ser usada por um profissional poder ser compartilhada no mínimo por dois, o que já teríamos uma economia de 50% dos recursos naturais. Se todos os executivos de uma empresa se deslocassem em um mesmo transporte coletivo, ao invés de cada um no seu veículo, ela estaria gastando de óleo diesel, recurso não renovável, pelo menos 1/5 a menos. E as agendas? Os compromissos de cada um? As prioridades? As soluções para essas questões sublinham o que nos diz MAIS respeito – os interesses do bem estar coletivo ou os interesses do bem estar particular? Em nosso mundo não faltam ferramentas, tecnologia e gestão logística para resolver de forma inteligente temas como esse. Falta consciência, acordo e atitude.

The Hub é uma marca de iniciativa internacional das muitas que também já existem no Brasil com o conceito que incentiva o trabalho em escritórios compartilhados. A idéia é muito louvável, mas ainda um ponto de mutação. Com o fantasma do “eu tenho muito que ganhar quando estou compartilhando o espaço coletivo”, os escritórios compartilhados não conseguiram romper uma linha tênue entre necessidade e satisfação. A prova disso é que eles em geral são formados por novos empreendedores – de áreas como comunicação, meio ambiente, gestão cultural, nova economia, educação – e estão ali pela forte cultura de trabalho colaborativo e pelos contatos.  E os exércitos de um homem só que são celebridades mercadológicas onde estão? E quando o escritório que está dentro do guarda-chuva dos escritórios compartilhados crescer e puder caminhar com suas próprias forças o que fará? Sabemos que eles se inclinarão para gestões individuais, talvez com uma cultura mais coletiva pela experiência que foram submetidos, mas ainda fortemente influenciados de que é mais importante “o meu sucesso e não, o nosso sucesso”.

As várias iniciativas empresariais como concessão de marca, rede de cooperação, franquia, hold, associação, institutos, fundações, ONG, OSCIP, ou mesmo rede de conexões e parcerias informais, elas acabam se diluindo e até mesmo se dissolvendo na mesma tecla, o “I”, um “I” que tem sido sinônimo de interesses INDIVIDUAIS. Cada formato indicado acima eles têm suas particularidades e incorporam benefícios que não nos cabem discutir os seus aspectos legais, muito menos sua proatividade mercadológica para os envolvidos. Os seus desencontros nos dizem respeito sim. Nossa experiência relata que os envolvidos nesses formatos de negócios não se sentem tão à vontade e seguros por uma herança comportamental que grita dentro de nós que só nos sentimos plenos e realizados quando temos a posse, somos donos, senhores, titulares, “os reis da cocada preta”. Compartilhar é confiança e fidelidade. A suspeita, o medo, receio e temor, fazem com que iniciativas onde todos podem crescer juntos não nos digam respeito.

No papel de líder, gestor e equipe, somos responsáveis em mudar uma verdade que está incrustada em nosso dia-a-dia profissional aonde o EU vem em primeiro lugar que o Nós. Atrapalha, Embaraça e estorva muita coisa boa que poderia e deixa de acontecer. Quando um projeto não é nosso a aura que paira é a de que não me diz tanto respeito quanto um que seja meu. Também existe uma cultura que reforça o proprietário da idéia como melhor e mais competente do que aquele que tem a habilidade de agregar metodologia, recursos econômicos e humanos para que a idéia saia do campo do sonho e se torne matéria real. Ainda nas equipes e times de trabalho inúmeros projetos são boicotados para que o outro não avance, não aumente seu espaço, não ganhe território, pois a propriedade individual ainda causa grande impacto, por exemplo, para efeito de promoções.

Se o que nos diz respeito é a construção de um mundo melhor e invariavelmente isso transpassa pela empresa e seu desenvolvimento humano continuado, a meta primordial é ampliar todos os aspectos que fortaleçam uma gestão que priorize e “transculturize” as nossas atitudes comportamentais em direção de uma consciência solidária e coletiva. Por mais craque que um jogador seja o gol é um trabalho de uma equipe de 11. O time não trabalha para o craque, o time trabalha para ser campeão. A vitória de um, mais cedo ou mais tarde mostra a sua verdadeira face: a derrota de muitos.

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