Vítor Alberto Klein's Blog

21/04/2011

Promotora mensaleira se finge de louca, mas não rasga o dinheiro que obteve criminosamente

Filed under: Atualidades — vitoralbertoklein @ 14:25

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

Fonte:  http://maierovitch.blog.terra.com.br/

1. Deborah Guerner deslustra o quadro do Ministério Público.

Acusada de crimes de extorsão e vazamento de informações sigilosas da Operação Caixa de Pandora, que apurou o esquema do mensalão do ex-governador Roberto Arruda, a promotora de Justiça Deborah encontra-se presa preventivamente.

Por fazer parte do Ministério Público do Distrito Federal, ela está em prisão especial. Ou melhor, Deborah, sem dividir o espaço com outro acusado,  está em sala refrigerada do Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal. Seu marido, que “não é doutor”, amarga uma cela comum.

Nesse caso de gravidade, em que não faltou o ex-governador Roberto Arruda a distribuir aos pobres brasilienses panetones de valor superfaturado, um outro acusado de crime funcional é o ex-chefe do Ministério Público distrital. Além, evidentemente, do supracitado Roberto Arruda que passou dois meses preso preventivamente e é apontado como “chefão” dos mensaleiros distritais. A propósito, anteriormente, Arruda, quando no Senado da República, mostrou ao Brasil o seu padrão ético ao  violar o painel de votação, em escândalo que envolveu o falecido Antonio Carlos Magalhães.

Mais ainda, não tivesse sido descoberto no comando do chamado mensalão dos democratas (membros do então partido de sigla DEM), o tal Arruda seria candidato à vice-presidência da República na chapa encabeçada pelo  PSDB: Serra-Arruda.

Como defesa processual, quer na Justiça quer perante o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a promotora de Justiça Deborah Guerner  resolveu se fingir de portadora de distúrbios mentais.

Com base em 16 atestados médicos considerados ideologicamente falsos, em panos de maluca e adrede incontinência verbal em sessão pública (CNMP), a excelentíssima Deborah Guerner começou a obstruir e a tumultuar o andamento dos procedimentos.

Não bastasse, Deborah fez uma viagem internacional. Permaneceu quase um mês na Itália, mesmo proibida de deixar o País. A viagem restou interpretada como preparação de fuga. Para escapar a uma condenação e à eventual pena de prisão.

O “golpe de se fingir de louca” não deu certo e a prisão preventiva de Deborah foi imposta pelo Tribunal Regional Federal (1ª Região).

2. A promotora de Justiça Deborah revelou-se uma péssima atriz ao interpretar o papel de louca. Não enganou nem a blusa verde que usou para cobrir o rosto dos fotógrafos no momento da sua prisão.

Durval Barbosa, autor dos vídeos de Arruda e  Jaqueline Roriz (deputada e filha do ex-governador Joaquim), escolheu personagem mais convincente do que Deborah.

O referido Durval preferiu colocar-se em panos de colaborador de Justiça. Barbosa apresentou vídeos e gravações sonoras ( a incluir 5 deputados distritais que foram reeleitos depois do escândalo) e foi premiado em face das delações.

3. A Operação Caixa de Pandora foi conduzida brilhantemente pela Polícia Federal. Ao contrário da lenda do Vaso de Pandora, nem todos os males do mundo foram revelados. Só algumas “pragas e males” do Vaso de Pandora foram descobertos por Brasília, como Arruda (ex-governador filmado quando recebia maços de dinheiro), Deborah (procuradora de Justiça), Jaqueline Roriz (deputada federal), Leonardo Prudente (aparece na filmagem escondendo dinheiro na meia), Euripedes Brito (do PMDB e visto colocando dinheiro numa bolsa), cinco atuais deputados regionas etc., etc.

Só para recordar, Júpiter tinha entregue a Pandora um vaso contendo todos os males do mundo. Recomendou a Pandora (nascida das lavas de um vulcão) para jamais abrir o vaso para que todos os males não saíssem e se espalhassem pelo mundo. Pandora desobedeceu a recomendação de Júpiter. Abriu o vaso e, assim, os males se espalharam pelo mundo. Ou seja, de Arruda a Deborah. E tantos outros.

PANO RÁPIDO. Espera-se que a Justiça denegue o pedido de habeas-corpus já ajuizado em favor da promotora Deborah. Aquela que se finge de louca, compra atestados falsos e não rasga o dinheiro que consta ter obtido criminosamente.

Deborah só é paciente em habeas-corpus (paciente é o nome técnico daquele que em habeas-corpus é apontado como vítima de constrangimento ilegal e abusivo).

Por Vítor Alberto Klein

Para mim, a “caixa de Pandora”  foi aberta em Brasília, já faz muito tempo…….rssrsrsrsrsss

Mas felizmente, a energia espiritual e mística de Brasília é enormemente maior do que os “males” que a afligem.

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